Evolução

Um empresário do ramo mobiliário, em sociedade com um jogador de futebol da Seleção Brasileira, me parece que é David Luiz, estão empenhados no projeto para a construção de um empreendimento de primeiro mundo na região final da Beira Mar Norte: é um prédio com vários andares comerciais e duas enormes torres.

Nesta semana saiu à notícia que um grupo de Amurabi, comandado por um shake da Arábia, investirá R$ 200 milhões na construção de um hotel e uma marina na Ponta do Coral, pertinho desse outro empreendimento. Só a obra, que promete ser a maior dos próximos 20 anos, exigirá centenas de empregos.

Os dois empreendimentos enfrentaram dificuldades com o licenciamento ambiental, mas esta parte já ficou para trás. Enquanto isso, aqui na “terra do não pode”, estamos aguardando o início da construção dos molhes, marina do Pontal Sul e o grande empreendimento, a Quinta dos Ganchos, tudo emperrado nos corredores da burocracia e do Instituto Chico Mendes. Só as marinas dariam empregos para mais de duas mil pessoas, isso sem falar nas margens do lado direito do Rio Tijucas, que espera afoito pela transferência da indústria pesqueira de Itajaí para o lado de cá.

O que falta para o nosso povo cobrar mais atenção para a terceira maior baía oceânica do Brasil? Será que teremos nossos sonhos abortados por uma meia dúzia de pescadores de malha, por três ou quatro desinformados que falam na matança de tartarugas e pelos defensores das baleias que passeiam na baía de Tijucas? O engraçado é que o lixão de Biguaçu, pertinho do Rio Inferninho, continua mandando toneladas de chorume para o mar e ninguém diz nada. Até quando?

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