Quantas saudades

 

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Lendo o especial de Mila Ramos, publicado nas páginas 08, 09 e 10 desta edição, comecei a lembrar das coisas de quando cheguei em Tijucas, com 14 anos. E como há o que recordar…

Minhas lembranças me levaram ao Campo do Tourinho, no Pau do Maroco, onde é hoje a rua José Steil, ao banhado hoje ocupado pelo Jardim Padre Jacob, onde caçávamos rãs, a roça do Balbinotti, na região do Grilo, onde roubávamos melancias. O cheiro inconfundível do jambolão, goiaba, pitanga, laranja açúcar, vergamota, tripa de galinha, ingá, araçá, ameixa, jabuticaba, abacaxi e tantas outras frutas que sempre estavam ao alcance das mãos.

Saudades das farras de boi e cavaleiros com suas belas montarias percorrendo a cidade, os carroceiros, os pombeiros vendendo peixes cobertos por folhas de bananeira para não estragar a mercadoria, o Vicenti da Nova Descoberta com seus carros de mola, à fuscalhada toda, misturada com gordinis, corcéis, furgonetas, brasílias, variantes dos padeiros, kombis, jipes e landaus, dorge-darts e gálaxis, verdadeiras bateiras que consumiam gasolina pra caramba. Já naquele tempo os mais avastados tinham mavericks, opalas, veraneios e caminhonetas.

O espaço é pequeno para imprimir minha memória, mas não posso deixar de falar de bares como o da Maria do Zé Polícia, Dilson Coelho, Odi, Nenca, João Marcolino, Gi do Macaco, mãe do Buluca, Arnaldo Correia, Monte Carlo, Ponto Chic, Lelo Carvalho, Zequinha, Adailton, Ranunfo Bronzina, Barra Vento, Tartaruga, Valmorzinho, Natálio Silvino, Seu Eurides, Clides Benatti, Bete Roncálio, Virgínia, Luquinha, Dindo, Nildo, Buchecha, Caraoquê, Por do Sol, Box 15, Sirineu, Nezinho, Cione, Edgar, Paulo do Nilton, Lanchonete Débora, Canhoto, Bar do Amigo Pedrinho, o Casarão do Mané Português comandado pelo Zé Leal, o Luiz Carlos do Pedro América do outro lado do rio, no Pernambuco, a venda do Sadi, o Pegpag, Kilanche, o trailler do Pedrinho, o Monchor, o Gilson, o Cabeças, o Bambu, Albatróz, Sissi do Espia, Lanchonete Daniela, Bar Thuel, Pizzaria Sombreiro, a Padaria do Canela, a Filial do Ângeloni no começo da rua do Caju, bar do Jajaca, Pagode da Paz, Mago’s Bar, Jampis, Cuca Fresca, o Restaurante do Binho Tomazzoni, La Roda, Cansian, Adão, Kaya na Kana, Icinho, Bar do Boi, Bar do Banha e as bodegas que foram se espalhando pelas ruas da cidade.

Bebi muito, durante 37 anos, e hoje faz oito meses que não coloco mais álcool na boca. Deu PT no motor da Kombi. Entretanto, mato a saudade do Uísque, Underberg, pinga, vinho e cerveja com essas marcantes lembranças.

Essas recordações se traduzem numa homenagem aos 157 anos de Tijucas.

 

 

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