A bacia hidrográfica do Rio Tijucas

Dando sequência às manifestações sobre o que deveria ser do interesse de prefeitos e vereadores do Vale, vamos a questão da água. Segundo estudos elaborados por instituições universitárias, a bacia hidrográfica do Rio Tijucas era, até recentemente, a mais preservada no que se refere a vegetação, porém, nos últimos tempos ocorreram alguns episódios que talvez tenham mexido nesta condição. Falo das “Pequenas Centrais Hidroelétricas (PCHs)” construídas ou em fase de construção nas cidades de Major Gercino e Nova Trento.

Ninguém sabe ao certo o que representam para a população aqui de baixo essas PCHs, mas com certeza são obras que influenciaram no nosso ecossistema e poderão resultar em futuros problemas no fluxo de água do rio Tijucas. Essas PCHs são construídas através de túneis de até 3 km de extensão, por dentro da rocha. A água é represada em alguns lugares até mais de 100m de altura, passa por esses túneis e transforma sua força em energia elétrica para alimentar as turbinas ali instaladas. Até ai tudo bem, o país precisa de energia limpa, mas a que preço?

Em Major e Nova Trento são sete ou oito PCHs. Já tentamos fazer uma matéria completa sobre o assunto, mas nem os prefeitos das duas cidades se dispõe a prestar informações sobre o tema. As dúvidas são maiores quando se pensa em longos períodos chuvosos ou de estiagem. Se chover muito as comportas das represas podem ser abertas ao mesmo tempo e provocar um fenômeno como o ocorrido em 1984, quando o nível da enchente subiu quase um metro em menos de seis horas. E se der uma estiagem forte, será que a administração das represas deixará de armazenar água para impedir que o rio Tijucas seque?

Só para encerrar: você já ouviu falar em Brascan, um dos braços da Odebrecht? Você sabia que uma dessas PCHs foi construída por essa empresa?

 

One thought on “A bacia hidrográfica do Rio Tijucas

  1. jair souza cardoso cardoso

    no meio ambiente é preciso ter tecnicos\eng.florestais,agronomos,geologos;pra elaborar um projeto de nivel ambiental que evite muitos problemas,precisamos ter a natureza em constante equilibrio.

    jair souza cardoso
    aposentado do ibge\fpolis.
    técnico\pesquisas geográficas\gerenciamento costeiro\etc
    1978\1986\projeto radambrasil
    1986\ibge\chefe do setor tratamento grafico\geociencias
    experiencia na area de:cartografia,vegetação,geologia,uso da terra,clima,agronomia,imagens de satelites,georeferenciamento\SIVAM.

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