Militarismo no Brasil?

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Nas manifestações do último final de semana, quando milhares de pessoas foram às ruas protestar contra as alterações no projeto de lei que trata de medidas contra a corrupção envolvendo parlamentares, muita gente falou em intervenção militar no Brasil. O país não tem boas lembranças do período da Ditadura Militar de 1964-1985, porém as novas gerações também não suportam mais a roubalheira em que vivemos.

O pedido de intervenção militar leva em conta a possibilidade de dissolver o Senado da República, a Câmara Federal, as assembleias legislativas, as câmaras de vereadores e apear do cargo os prefeitos reeleitos em todo o Brasil. Eles, senadores, deputados, vereadores e prefeitos, seriam então substituídos por militares, que receberiam a incumbência de caçar os direitos políticos de todos que estão no poder e realizar novas eleições, com um formato de Administração Pública menos oneroso para a nação.

Como já disse em outras oportunidades, o dinheiro que se gasta com o pagamento de vereadores e assessores é um absurdo. São mais de 60.000 vereadores no Brasil, ganhando em média R$ 7 mil mensais. Isso dá R$ 420 milhões por mês, ou seja, mais de R$ 20,8 bilhões por mandato. Incluindo as despesas com servidores e manutenção das câmaras municipais, os gastos ultrapassam os R$ 50 bilhões.

Para um país que precisa mudar a legislação previdenciária para garantir o pagamento dos aposentados, eis aí uma parte da solução. O Poder Legislativo Municipal poderia funcionar como era até 1972, quando os vereadores não recebiam salários. E o que é mais importante: os candidatos eram pessoas sérias, comprometidas com o bem comum, e não se ouvia falar em roubalheira, desvios ou pagamentos ilegais disso ou daquilo. Portanto, a ideia de uma intervenção militar não é tão ruim quanto pregam as aves de rapina.

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