Velório

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O corpo de Dona Maria Leal Ternes está sendo velado na capela da SC Funerária, localizada na antiga residência do senhor Antônio Bayer, na Praça Nereu Ramos, ao lado do antigo BESC.

Às 15h deve acontecer naquele local a missa de corpo presente, e por volta das 16h sai o féretro para o cemitério público do bairro da Praça.

Morre dona Maria Leal Ternes

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No dia 12 de junho, por iniciativa do vereador Vilson Natálio Silvino, o Vilsinho da Pisobello e em reconhecimento a uma vida inteira de trabalho em favor da comunidade, dona Maria recebeu da Câmara Municipal a Medalha Mérito Maria Gallotti. (Crédito: Jornal Daqui)

E com muito pesar que o Jornal Razão notícia o falecimento de Maria Leal Ternes, a Maria do Alexandre, ocorrido há alguns instantes, pouco depois das 17h, logo após a sua chegada ao brechó do Lar Santa Maria da Paz, para quem ela dedicou muitos dos seus horários ociosos. Gostava muito de todas as religiosas e suas ações.

Viúva do empresário Alexandre Ternes Neto, que perdeu a vida num acidente na cidade de Gaspar em 1977, dona Maria era casada com Nilson Silva, o filho do popular Tavo do Bilão.

Mãe do saudoso prefeito Carlos Humberto Ternes, o Bebeto (1997-2000), do empresário Paulinho Ternes, da viúva Luciana Ternes Andriani (era casada com o Nando do Santo) e do corretor de Imóveis Alexandre José Ternes, o Xandrinho. Dona Maria estava com 81 anos.

A informação é de que ela teria entrado em óbito após um mal súbito, ocasião em que caiu sobre uma pessoa no brechó do asilo. Os socorristas do Corpo de Bombeiros tentaram reanimá-la e a conduziram ao Hospital São José de Tijucas, onde já chegou sem vida.

Em breve informaremos o local do velório e horário do seu sepultamento.

 

Notícia quentinha

Os-Dias-Tijucas-Univali-A-Lanchonete

Há alguns anos atrás, creio que perto de uns 30, um grupo de pais se reuniu, projetou a construção de um novo educandário na cidade e construiu o Colégio Espírito Santo. Essa escola levou o nome da unidade de ensino que funcionou por mais de 60 anos onde é hoje o atual Lar Santa Maria da Paz. O objetivo desses pais era criar uma escola com uma melhor qualidade de ensino, a fim de evitar que os filhos tivessem que viajar diariamente de ônibus para estudar em Floripa.

O tempo passou, os tais filhos se tornaram empresários ou profissionais bem sucedidos e por falta de demanda o educandário fechou. Não sei como ocorreu o processo, mas o fato é que o patrimônio do colégio foi transferido para a Univali. A estrutura física fica onde funciona o Núcleo Avançado de Ensino Supletivo (NAES), na av. José Manoel Reis, vizinha a TCA Transportes, empresa pertencente ao ex-prefeito Uilson Sgrott. Até aí tudo bem.

Como já disse, desconheço os termos da doação do imóvel à Univali, mas o fato é que a universidade botou tudo à venda. Não sei o preço, isso é um detalhe, no entanto uma pergunta não quer se calar:

Será que a Univali pode vender aquele patrimônio?

Projeto da ferrovia já está pronto

Enquanto nossas autoridades ficam brigando por causa de lombadas, o Ministério dos Transportes já concluiu o projeto executivo da Ferrovia Translitorânea, que ligará Imbituba e Araquari, cortando Tijucas pelo Timbé, Itinga, Nova Descoberta, Terra Nova e Campo Novo. O único órgão preocupado com assunto é a Fundação Nacional do Índio (FUNAI). Vejam só: os índios exercendo a função dos nossos políticos.

Enquanto nossas autoridades ficam brigando por causa de lombadas, o Ministério dos Transportes já concluiu o projeto executivo da Ferrovia Translitorânea, que ligará Imbituba e Araquari, cortando Tijucas pelo Timbé, Itinga, Nova Descoberta, Terra Nova e Campo Novo. O único órgão preocupado com assunto é a Fundação Nacional do Índio (FUNAI). Vejam só: os índios exercendo a função dos nossos políticos. 

Será que nossas autoridades não juntarão forças para não nos arrependemos depois? A ferrovia passará pelo Timbé; serão construídas pontes, elevados ou viaduto? Ou será que os trilhos estão projetados para serem instalados no nível das estradas, afim de que os motoristas tenham que parar para atravessar a ferrovia? E entre Itinga e Nova Descoberta onde será construída a ponte sobre o Rio Tijucas? Em 2012 estávamos no Tijucas Clube o prefeito eleito Valério Tomazi e eu, ocasião em que apareceu por lá um representante da Rodovia Translitorânea. O Valério até se engasgou quando observou que o traçado passava por dentro, ou seja, por toda a extensão, do imóvel que a sua família possui perto do Capim Branco. E será que os engenheiros que fizeram o projeto da ferrovia sabem que existe um outro projeto de engenharia viária, prevendo a construção de uma ponte para viabilizar o “Anel de contorno Sul”, ligando Nova Descoberta e BR 101, passando pelo Pernambuco e Morretes?

Muita coisa já aconteceu em Tijucas pela teimosia ou surdez de administradores que não escutaram a voz do povo, quase sempre bradada pela imprensa. Em 2001 fiz uma reportagem sobre a intensão de Biguaçu incorporar parte do território de Tijucas e ninguém fez nada. Hoje existe uma placa a mais de 2km ao norte do Rio Inferninho, dizendo que ali é a divisa com Tijucas. Falei do presídio e teve gente importante dando entrevista na Rádio Vale, me chamando de louco e desinformado que aquilo era bom para Tijucas. Hoje esta lá o presídio, as vésperas de agregar uma Penitenciaria Industrial e viva o Colombo. Lá por 1996 escrevi uma matéria alertando as autoridades que uma meia dúzia de famílias invadiu as terras do Ministério da Agricultura. Ninguém escutou. E hoje temos lá o Jardim Progresso… Não sou contra as pessoas com baixo poder aquisitivo ter a sua casa própria, porém a prefeitura poderia ter organizado melhor o loteamento e a distribuição de lotes. Exemplos assim tenho aos montes e por isso, em nome da população de Tijucas, digo que é preciso ver essa questão da ferrovia bem de perto.

Com a palavra os membros dos nossos poderes constituídos. 

Amarelou

Em nossa última edição fiz um relato a respeito da Vigilância Sanitária, Órgão subordinado ao secretário Vilson José Porciúncula, o popular Tem, expressando minha incompreensão pelo fato de usarem dois pesos e duas medidas em suas ações. Argumentei que a Vigilância Sanitária exigiu do Tijucas Clube a contratação de um engenheiro químico para assinar relatórios e orientar a entidade sobre os cuidados da piscina. Dizia eu que o Clube já não tinha dinheiro para pagar uma secretária e que era totalmente inviável a contratação de um engenheiro, motivo pelo qual resolvemos secar a piscina e posteriormente retirá-la do local onde está.

Na minha manifestação escrevi que o secretário Tem estava falando demais para o seu tamanho. Primeiro ao dizer que o Tijucas Clube tinha encrencas com o Ministério Público, quando na realidade a Promotoria já havia arquivado uma denúncia sensacionalista sobre a referida piscina. Depois por ceder ambulâncias para determinados eventos e negar para outros. Por último fiz um desafio: que ele revelasse o nome e número de inscrição no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), além de apresentar cópias das notas fiscais e recibo dos valores pagos ao engenheiro químico que cuida da qualidade da água da piscina do Centro Municipal de Promoção à Saúde (CEMPS), que funciona no bairro da Praça.

Passei a semana ligando para a Secretaria Municipal de Saúde, tentando falar com o Tem, mas a resposta era de que ele não estava. Também liguei para o seu celular, porém ele não atendia. Como o secretário não aceitou o meu desafio, sou obrigado a dizer que “quem cala consente”. Consequentemente, a Vigilância Sanitária não tem moral para cobrar da população e entidades regras que a própria Prefeitura não cumpri.

Não concordas comigo?

Quantas saudades

 

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Lendo o especial de Mila Ramos, publicado nas páginas 08, 09 e 10 desta edição, comecei a lembrar das coisas de quando cheguei em Tijucas, com 14 anos. E como há o que recordar…

Minhas lembranças me levaram ao Campo do Tourinho, no Pau do Maroco, onde é hoje a rua José Steil, ao banhado hoje ocupado pelo Jardim Padre Jacob, onde caçávamos rãs, a roça do Balbinotti, na região do Grilo, onde roubávamos melancias. O cheiro inconfundível do jambolão, goiaba, pitanga, laranja açúcar, vergamota, tripa de galinha, ingá, araçá, ameixa, jabuticaba, abacaxi e tantas outras frutas que sempre estavam ao alcance das mãos.

Saudades das farras de boi e cavaleiros com suas belas montarias percorrendo a cidade, os carroceiros, os pombeiros vendendo peixes cobertos por folhas de bananeira para não estragar a mercadoria, o Vicenti da Nova Descoberta com seus carros de mola, à fuscalhada toda, misturada com gordinis, corcéis, furgonetas, brasílias, variantes dos padeiros, kombis, jipes e landaus, dorge-darts e gálaxis, verdadeiras bateiras que consumiam gasolina pra caramba. Já naquele tempo os mais avastados tinham mavericks, opalas, veraneios e caminhonetas.

O espaço é pequeno para imprimir minha memória, mas não posso deixar de falar de bares como o da Maria do Zé Polícia, Dilson Coelho, Odi, Nenca, João Marcolino, Gi do Macaco, mãe do Buluca, Arnaldo Correia, Monte Carlo, Ponto Chic, Lelo Carvalho, Zequinha, Adailton, Ranunfo Bronzina, Barra Vento, Tartaruga, Valmorzinho, Natálio Silvino, Seu Eurides, Clides Benatti, Bete Roncálio, Virgínia, Luquinha, Dindo, Nildo, Buchecha, Caraoquê, Por do Sol, Box 15, Sirineu, Nezinho, Cione, Edgar, Paulo do Nilton, Lanchonete Débora, Canhoto, Bar do Amigo Pedrinho, o Casarão do Mané Português comandado pelo Zé Leal, o Luiz Carlos do Pedro América do outro lado do rio, no Pernambuco, a venda do Sadi, o Pegpag, Kilanche, o trailler do Pedrinho, o Monchor, o Gilson, o Cabeças, o Bambu, Albatróz, Sissi do Espia, Lanchonete Daniela, Bar Thuel, Pizzaria Sombreiro, a Padaria do Canela, a Filial do Ângeloni no começo da rua do Caju, bar do Jajaca, Pagode da Paz, Mago’s Bar, Jampis, Cuca Fresca, o Restaurante do Binho Tomazzoni, La Roda, Cansian, Adão, Kaya na Kana, Icinho, Bar do Boi, Bar do Banha e as bodegas que foram se espalhando pelas ruas da cidade.

Bebi muito, durante 37 anos, e hoje faz oito meses que não coloco mais álcool na boca. Deu PT no motor da Kombi. Entretanto, mato a saudade do Uísque, Underberg, pinga, vinho e cerveja com essas marcantes lembranças.

Essas recordações se traduzem numa homenagem aos 157 anos de Tijucas.

 

 

Proposta saudável

Não entrarei no campo pessoal, até porque sou amigo do Tem, secretário Municipal de Saúde, mas quero deixar aqui um desafio:

O secretário Tem disse para o nosso astro da música Azul Lídio que não poderia liberar alvará da Vigilância Sanitária porque o Tijucas Clube estava encrencado com o Ministério Público por conta de uma denúncia a respeito da piscina. Mentira. A Promotoria arquivou a denúncia sensacionalista. Mesmo assim, a piscina do TC está estaqueada e seca, pronta para ser retirada do local. Tentaremos vendê-la. Motivo: a manutenção da piscina, que ninguém usa, custa uns R$ 500,00 mensais. Agora a Vigilância exige que o TC contrate os serviços de um engenheiro químico. Já não temos mais secretária por falta de dinheiro e como pagar um profissional de nível superior?

Agora vem o meu desafio: quero que na segunda-feira de manhã o secretário Tem mande o nome, número do CREA e nota fiscal do pagamento do engenheiro químico que cuida da piscina do CEMPS, que funciona numa casa alugada de Maurício Gola Silva e onde a Prefeitura fez investimentos robustos.

Segunda (12), de manhã, tá?!….