Investimento no turismo

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Na noite desta segunda-feira (08) o vereador tijuquense Lealzinho criticou a RBS, que poderia adotar como nova marca a expressão tijucana loto de PNC, pela forma como trata e ignora as coisas de Tijucas. Ele se referia a um grupo de romeiros que saiu da cidade de Camboriú, passou pelo Campo Novo e Oliveira (Tijucas), Moura (Canelinha), até alcançar Nova Trento. Na RBS o trecho de Tijucas foi excluído.

O vereador também falou sobre a necessidade de se aproveitar as potencialidades do interior do Vale. Quero dizer ao vereador que concordo com ele e que recentemente escrevi um artigo sobre este mesmo assunto: a bandeira que levantei seria criar uma rota rural desde a entrada do Sertão de Santa Luzia, ali no avião, até alcançar Nova Trento.

Mas valeu a intenção do vereador Lealzinho e a sugestão para o vereador Jean Carlo Siena dos Santos, que deve assumir nos próximos dias a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo, até então chefiada por Jilson José de Oliveira, que foi designado para substituir Jorge Steil no SAMAE.

Onde chegamos

Não é só de Tijucas que a RBS não gosta. Na manhã de hoje (09) a Rede Brasil Sul de Comunicações repassou uma matéria ardida para a Rede Globo, a qual está sendo exibida em todos os seus noticiários. Trata-se do acidente de um motoqueiro que colidiu contra um túnel de Florianópolis, acho que do aeroporto, e caiu inconsciente. Um elemento se aproximou da vítima e roubou sua carteira, sem prestar ajuda. Momentos após, já em óbito, o motoqueiro não teve o desprazer de ver a sua moto roubada.

Sul real.

Sem procedência

A população de Tijucas está russa de raiva com as exigências das autoridades competentes para a realização de eventos em geral. Muita gente não sabe, mas o que pedem é algo de verdadeiramente absurdo. Quer ver?

Para poder ter a licença de funcionamento da Polícia Civil é necessário pagar duas taxas no banco. Você já começa pagando o despachante para emitir as guias. Depois tem que apresentar estatuto da entidade e ata de eleição da atual diretoria ou contrato social quando se tratar de clube particular, laudo de isolamento acústico, alvará da vigilância sanitária, alvará da prefeitura, licença do corpo de bombeiros, contrato com empresa de segurança registrada na Polícia Federal, contrato de ambulância com o motorista, técnico de enfermagem e médico e ainda contrato de um brigadista, entre outros documentos. Para a estimativa de cada 100 presentes você precisa de um segurança.

Dependendo do tamanho, o local do evento necessita ter um determinado volume de extintores de incêndio, placas luminosas indicando as portas/saídas de emergência, sistema de combate a incêndio com central de alarme com sirene e detector de fumaça e por aí a fora. Para manter uma piscina agora é obrigatório a contratação de um engenheiro químico.

Tudo bem é lei e precisa ser cumprida, mas as exigências não são para todos. Quem faz bailes toda semana, por exemplo, não precisa da maioria desses requisitos, as autoridades são rigorosas apenas com quem organiza eventos e festas esporadicamente.

E para quem precisa cumprir todas essas exigências ficou caro e inviável continuar tentando fazer algo pela comunidade e cultura.

O ano do tigre

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Em quatro de maio de 1848 foi criada a Paróquia de Tijucas, que agregava os atuais municípios da Costa Esmeralda, Arraial de Ganchos, Leoberto Leal, Major Gercino, São João Batista e Canelinha.

É uma data tão importante que no século XX foi fundada a Sociedade Quatro de Maio, edificada na atual Praça Getúlio Vargas.

Em quatro de maio de 1995 circulou a primeira edição do Jornal a Razão, que mais tarde adotou a denominação “Jornal Razão Tijuquense” que hoje usa o nome “Jornal Razão – Vale do Rio Tijucas e Costa Esmeralda”.

Nestes 22 anos de caminhada registramos os mais importantes acontecimentos da nossa “cidade mãe”, cujos exemplares estão à disposição na Biblioteca Municipal Edmundo da Luz Pinto, situada na Praça Nereu Ramos, e na Biblioteca Pública do Estado, em Florianópolis, onde foi criado o Cadastro Catarinense de Jornais. Foram cerca de 10 anos de edições mensais e 12 anos de publicações semanais.

Para nós estes 22 anos são de muita alegria, pois foi preciso muito trabalho e perseverança para chegar até aqui. Em números redondos, podemos afirmar que escrevemos mais de 21.000 páginas. Tiramos mais de um milhão de fotos, homenageamos e resgatamos muito da nossa história, produzimos mais de 20 livros, elaboramos dezenas de documentários e imprimimos aproximadamente 350 toneladas de papel. Hoje somos uma empresa multiplataforma, atuando em todas as principais mídias eletrônicas, porém não podemos deixar de registrar os 22 anos do Jornal Razão impresso, que é a nossa maior identidade.