Imparcialidade

Sempre respeitei o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Polícia Civil, até porque acompanhamos a rotina destes servidores públicos através da coleta de notícias para o jornal. Porém fiquei surpreso ao receber a informação de que não haverá rigor na cobrança das exigências apresentadas por essas corporações nos bailes carnavalescos em outras cidades do Vale do Rio Tijucas. Sei de clubes sem a menor condição de cumprir, por exemplo, as normas técnicas do Corpo de Bombeiros e que mesmo assim estão divulgando os seus carnavais.

Coincidências a parte, os noticiários da TV estão batendo em cima da tragédia na Boate Kiss, há três anos, na cidade gaúcha de Santa Maria. E daí me pergunto:

“E se acontecer algo parecido nesses locais, de quem será a culpa?”.

Rigores do Carnaval

Com o poder de polícia outorgado ao Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, muitas entidades recreativas, clubes particulares e casas noturnas estão enfrentando dificuldades para abrirem suas portas visando à realização de bailes e shows. E a situação deve apertar cada vez mais.

O Tijucas Clube foi uma das sociedades que penou nas últimas semanas para botar a casa em ordem. Além da apresentação de um projeto preventivo de combate a incêndio, que não é barato e exige a assinatura de um técnico em segurança e engenheiro, foi necessária a abertura de mais duas portas de emergência com rampas, aquisição de outros três extintores e instalação de sinalizadores em todas as portas de saída, luzes de emergência mais fortes na pista, luzes de emergência no bar, banheiros e cozinha e ainda um sistema de alarme com sirene acusando incêndio ou outros sinistros. Isso custou ao clube mais de R$ 10 mil, tudo na pedalada, pois a entidade não tem dinheiro em caixa.

Essas exigências do Corpo de Bombeiros geram um Atestado de Funcionamento, que por sua vez integra a relação de exigências da Polícia Civil para liberação de um outro alvará. Para obtê-lo é necessário apresentar estatuto atualizado e registrado, ata de posse da atual diretoria, comprovante do CNPJ, alvará de funcionamento da prefeitura, laudo de isolamento acústico e copia do contrato com a empresa especializada em segurança privada. Para eventos de grande porte ainda há a necessidade de se contratar uma ambulância, com enfermeiro e motorista, que deve ficar posicionada num local de fácil condução de eventuais vítimas de acidentes ou incidentes.

Num primeiro momento a gente fica revoltado com o rigor das exigências, hoje pessoas físicas que quiserem alugar a sede para qualquer evento, a não ser confraternizações, casamentos, aniversários e congêneres, precisam ter uma empresa especializada na área para coordená-lo, mas depois compreende-se que são imposições que livram dirigentes ou proprietários de clubes de responsabilidade no caso de qualquer fatalidade. É por isso que muitos lugares não realizarão Carnaval em 2016.

Quem for ao Tijucas Clube terá a certeza de que as normas prioritárias foram cumpridas.

Tijucas Clube

A decisão da Prefeitura em cancelar o Carnaval de rua trouxe ao Tijucas Clube uma ideia: que tal realizarmos um Carnaval para os blocos na noite de domingo, com ingressos simbólicos, e uma noite carnavalesca de encerramento na terça-feira?

Por enquanto o Tijucas Clube só tem confirmados “o Desenferruje”, os bailes de sábado e segunda-feira e duas tardes infantis, domingo e terça-feira, mas nada impede que o calendário seja ampliado.

O que achas da proposta?

Kit “postinho”

Faço aqui um relato para alertar toda a comunidade regional e estadual sobre um episódio esquisito. Um consumidor da Celesc nos relatou que possui um imóvel cuja titularidade da conta de energia elétrica, não estava em seu nome. A energia da casa estava cortada. Ele foi até a Celesc, quitou os débitos, transferiu a conta para o seu nome, adquiriu um kit padrão para reinstalação da rede elétrica e recebeu a promessa que no dia seguinte seu problema estaria solucionado.

Ocorre que no dia seguinte ele foi até a casa e encontrou um comunicado dizendo que a empresa agora exige um tal de kit postinho, que custa R$ 1.100,00 e que não se encontra nas lojas de materiais de construção da cidade.

O pior vem agora: segunde ele uma das atendentes da Celesc entregou um cartão com nomes e contatos de dois empregados da estatal que teriam o tal de kit postinho para pronta entrega. Não foi um ato republicano.

Com a palavra as autoridades competentes.