Temer quer acabar com o povo

SÃO PAULO

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A Petrobras elevará os preços do diesel em 1,8% e os da gasolina em 1,4% nas refinarias a partir de terça-feira, segundo comunicado publicado pela estatal em seu site nesta segunda-feira.

Os reajustes fazem parte da nova sistemática de formação de preços da companhia, em vigor desde julho, e que prevê alterações quase que diárias para as cotações dos combustíveis.

25º Açor em Porto Belo

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Em uma votação realizada através do conselho do NEA – Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC, o Município de Porto Belo foi escolhido para sediar a 25ª edição do Açor – Festa da Cultura Açoriana. O Açor é realizado todos os anos, sempre em uma cidade diferente, e busca promover e manter viva a cultura açoriana.

De acordo com a presidente da Fundação Municipal de Cultura, minha amiga Cristiane de Jesus, Porto Belo voltou este ano a participar do Núcleo de Estudos Açorianos, possibilitando assim a realização da festa na cidade. O Município de Porto Belo estava concorrendo com Garopaba, e venceu por 19 votos a 09.

Esta festa é importantíssima para as cidades litorâneas, conforme tivemos a oportunidade de presenciar na gestão do prefeito Uilson Sgrott (2001-2004). Parabéns a Porto Belo e votos de sucessos.

JR encaminha questionamentos ao Ecoparque

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Na segunda-feira (04) o Jornal Razão decidiu testar a veracidade das vantagens prometidas pelos responsáveis pelo projeto do Ecoparque de Nova Descoberta, através do envio de perguntas para as quais a comunidade quer respostas. Se responderem, o Jornal Razão publicará. Se não responderem, estarão mostrando que havia propostas inconsistentes na tentativa de implantação do empreendimento. Confira os nossos questionamentos:

Razão: Qual a diferença entre aterro sanitário e Ecoparque?

Razão: Por que vocês escolheram justamente Tijucas para abrigar o empreendimento?

Razão: Vocês já tinham conhecimento da tentativa de se implantar um aterro sanitário no mesmo imóvel para o qual foi planejado o Ecoparque?

Razão: Vocês não tem um “plano B”, ou seja, um outro imóvel noutra cidade?

Razão: De quais municípios viria o lixo se o Ecoparque fosse construído?

Razão: Como vocês romperiam os contratos que os municípios da Grande Florianópolis tem com a Proactiva para coleta e destinação do lixo urbano?

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Razão: Vocês afirmaram em várias oportunidades que garantiriam 153 empregos diretos, 450 indiretos e mais de 1.200 postos de trabalho nas empresas que surgiriam em torno do empreendimento; por que outros municípios não abraçaram essa proposta?

 

Razão: Quem ficaria responsável pelo trabalho de conscientização da população regional a respeito das vantagens da coleta seletiva?

Razão: Vocês afirmaram que seria construído o Anel de Contorno Sul, ligando a SC 410 e a BR 101, ao mesmo tempo em que garantiram que passaria um caminhão carregado de lixo pelo centro de Tijucas a cada 15 minutos; qual é a versão verdadeira?

Razão: Na última sexta-feira, em audiência na Nova Descoberta, o prefeito Elói Mariano Rocha declarou mais uma vez que não liberará a licença para implantação do empreendimento; vocês continuarão tentando mesmo assim?

Razão: Vocês tentarão conseguir as licenças através da justiça?

Depoimento sincero

Rudinei de Amorim

Quem esteve de aniversário no dia 30 de novembro foi Rudnei de Amorim, nosso ilustre vereador do bairro Universitário que comemorou a data reunindo familiares e amigos na casa da sua irmã, no Campo Novo. Entre as muitas manifestações em sua homenagem destacamos esta do vereador Juarez Soares, que vale a pena ser compartilhada. Confira:

“Conheci esse cara durante a campanha eleitoral de 2016 e durante a mesma vi nesse cidadão um cara do bem, uma pessoa que quer fazer algo diferente na política. E desde então fui tendo o convívio do Rudnei e nesses 11 meses de mandato de vereador estivemos juntos em muitas empreitadas em favor da cidade de Tijucas. Muitos dizem que política é algo ruim, mas foi através da política que ganhei um amigo, amigo este que semelhei-a nos mesmos objetivos na vida pública do que eu, ou seja, a política voltada em melhorar a vida das pessoas, a política em diminuir as desigualdades sociais em nossa cidade. Tenho absoluta certeza que esta parceria irá contribuir em muito para melhorar as condições da nossa cidade e que não faltará por parte destes dois vereadores empenho, dedicação e luta, em fazermos de Tijucas uma cidade que todos os tijuquenses e tijucanos merecem. PARABÉNS Rudnei de Amorim, a quem desejo muita saúde, felicidades e sucesso amigo. Encerro com uma frase que gosto muito: Ame seus pais, sua vida e seus amigos. Seus pais porque são únicos. Sua vida, porque é curta demais. Seus amigos, porque são raros.”

 

Praia Pontal Norte

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Inicialmente quero fazer uma proposta a toda nossa população: vamos riscar do nosso caderninho e apagar da mente a expressão “Copalama”. Daqui pra frente na Praça é “Pontal Norte” e do outro lado do rio “Pontal Sul”. Combinado?

Agora temos um convite. Neste sábado (02) um evento deve movimentar as areias do Pontal Norte. A programação será promovida pelos acadêmicos do 6º período do curso de Administração da Univali e tem apoio da Administração Municipal e do SOS Praia de Tijucas. O evento é resultado de um projeto desenvolvido pelos alunos na disciplina de Projetos Sociais – Captação de Recursos.

Está programada uma pedalada, partindo da concha acústica até a praia, a partir das 8h30. Para a praia estão previstas atividades esportivas e recreativas, como aula de zumba, futebol e beachtennis, a partir das 9h.

Nos últimos meses o Pontal Norte tem recebido uma atenção pouco vista anteriormente. O grupo SOS Praia de Tijucas tem realizado limpezas regularmente e outras iniciativas também estão acontecendo.

Na última semana, por exemplo, o prefeito Eloi Mariano Rocha visitou a senhora Neide Mafra, para conhecer o trabalho dela. Neide também faz limpezas frequentes na faixa de areia da praia próxima à casa dela, na rua Petronilho Ávila dos Santos, local onde o evento será realizado no sábado.

Traga sua família e venha aproveitar este sábado na nossa praia, que está muito linda.

Adiado show de Alceu Valença

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A Live Shows e Eventos divulgou um comunicado informando o adiamento do show gourmet de Alceu Valença, programado para esta sexta-feira, dia 1º de dezembro. A nota traz o seguinte teor:

A Live Shows e Eventos vem por meio deste comunicar o adiamento do Gourmet Show com Alceu Valença, que aconteceria no dia 01/12/17. A nova data de apresentação será definida em breve após alinhamento entre as agendas do cantor e da casa. Solicitamos que os clientes que já efetuaram o pagamento dos ingressos e mesas entrem em contato com nossa equipe nos telefones (48)98823-7733 ou (48)3263-2568, pois estaremos providenciando a devolução integral dos valores pagos imediatamente. Lamentamos o fato e desde já agradecemos a compreensão de todos!

Crônica. O abominável preconceito

POR LEOPOLDO BARENTIN

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Quem conhece a história do município de Tijucas com certeza já percebeu que o preconceito é uma realidade que vem de longe, desde o início da povoação do pacato vilarejo pelos açorianos trazidos para Santa Catarina em meados do século XVIII. Habituados à pesca e à agricultura, os imigrantes viveram em harmonia até a chegada dos abastados portugueses nas primeiras décadas do século XIX, que trouxeram riquezas para comprar escravos e terras, edificar casarões e construir os lendários veleiros que tornariam famosa a Marinha Mercante Tijuquense.

Do final do século XIX até a primeira metade do século XX cerca de 120 veleiros faziam o transporte de mercadorias entre o litoral norte catarinense e o sudeste do Brasil. Os tripulantes em sua maioria moravam nos arrebaldes da Praça, mais antigo bairro da cidade. Os patrões precisavam dos seus serviços, mas não queriam intimidades. Eram excluídos pela sociedade.

A maior prova do talvez inconsciente preconceito está na estrutura urbana dos 157 anos de Emancipação Política do Município: antes da chegada dos veículos automotores e das rodovias o transporte de bens e pessoas era feito pelos rios e oceanos. O rio Tijucas, portanto, era valorizado como são hoje os imóveis das praias turísticas. Gente humilde, pobres e negros cativos, depois libertos, não tinham cacife para morar na beira rio. Essas áreas eram privilégio para os senhores de escravos, lavouras, engenhos e embarcações de cabotagem. Muitos faziam fortunas pelo infortúnio de outrem, principalmente lavradores.

Os poderosos da beira rio também eram donos de casas comerciais e vendiam fiado para os agricultores a preço de varejo até a chegada da safra. Quando esses pequenos produtores rurais colhiam a produção eram praticamente forçados a vender tudo a preço de atacado para quitarem suas dívidas. Muitas vezes eram arrendatários desses próprios comerciantes, que já ficavam com uma parte da safra por conta do aluguel das terras. Eram famílias numerosas, quanto mais mão de obra maior a produção, porém sustentar muitos filhos absorvia os ganhos e por fim as dívidas sempre aumentavam.

Não era raro o caso de gente que era dona do próprio chão de entregar a propriedade para saldar as dívidas transformadas em bola de neve. Daí os ricos se tornavam cada vez mais poderosos e os pobres cada vez mais miseráveis. A população sabia dessa realidade, mas ninguém se atrevia a levantar a voz contra essa exploração inaceitável.

Andando pela beira rio urbana de Tijucas ainda encontramos alguns casarões das famílias que enriqueceram as custas do trabalho escravo e do suor alheio, no entanto não existe o menor vestígio de moradias das pessoas menos favorecidas. A classe dominante não queria saber de pobre por perto. Os escravos, depois negros libertos, eram assentados em menos de uma dezena de servidões perpendiculares ao rio, onde aos poucos se estabeleciam os antigos agricultores que perdiam suas terras ou fracassavam nas lavouras de arrendamento. Assim como os negros, não eram bem vindos aos festejos populares e nem podiam sonhar em se divertir nos clubes e sociedades tradicionais da época.

O tempo passou, mas muito pouco mudou. O valor das pessoas não é medido pelo seu caráter, honestidade ou desempenho profissional. O que vale é ter bens, status social e acesso ao poder. O País nos mostra isso em situações como a Operação Lava Jato, através da qual a Justiça Federal manda corruptos para cadeia de manhã e o Supremo Tribuna Federal (STF), determina que sejam soltos à tarde. São indivíduos envolvidos até o pescoço num mar de lama, no entanto tem a ousadia de se fazerem de vítimas. A nação é obrigada a assistir imagens como a do ex-ministro e deputado federal José Dirceu, dançando numa luxuosa festa de aniversário da esposa com uma tornozeleira escondida sob a calça, como se nada tivesse acontecido.

A discriminação está por todos os lados e o racismo acompanha essa realidade. A identidade negra no Brasil é muito importante. É resultado da resistência secular de um movimento num sentido amplo. No Brasil é uma questão fundamental enquanto um movimento coletivo. E quando fala em povo, temos outros problemas. Porque temos vários povos misturados num só. Nossa identidade é fragmentada em muitas questões. Porque o negro no Brasil não sabe de onde veio. Não tinha registro. Veio da África, mas a África é um continente. Os únicos registros são as certidões de nascimento e o sobrenome é o do dono dos escravos. Com Cruz e Sousa também foi assim.

No País a intolerância com os menos afortunados é vista no nariz empinado dos condutores de veículos importados ao passarem por um ponto de ônibus, onde estão pessoas que em sua maioria não possuem automóveis e precisam do transporte público; nos feirantes, camelôs e ambulantes que trabalham nessas atividades por não terem boas oportunidades na vida; nas pessoas que utilizam os serviços dos postos de saúde e as escolas e creches públicas ou os quartos de hospital bancados pelo SUS. Uma pessoa de bem mal vestida é vista com o olhar de desconfiança ao entrar num restaurante um pouco mais caro, choperia, lanchonete, petiscaria ou numa concessionária de automóveis. E coitado do cidadão trajando roupas mais simples que entrar numa loja de grife, joalheria ou hotel chique. É bem provável que os atendentes ou proprietários chamem a segurança ou até mesmo a polícia. Até pelo credo religioso pessoas são injustamente discriminadas. E quando falamos “cidadão” estamos sempre nos referindo não só aos pobres, mas também aos negros e deficientes.

A sociedade precisa rever urgentemente valores e conceitos. Uma pessoa não pode ser tratada como se fosse um marginal pelas suas roupas, cor da pele, deficiência, casa onde mora ou pelo veículo que dirige. Somos todos iguais perante Deus e quando morrermos necessitaremos apenas de um buraco com um metro de largura, dois de comprimento e um metro de profundidade. Lembre bem dos empresários que comandavam a sua cidade há 30 ou 40 anos atrás. Recorde o patrimônio que tinham, como tratavam seus empregados e a sua conduta perante os menos favorecidos. Onde estão eles? De que adiantou a fortuna que tinham? Valeu a pena serem diferentes com muitos e indiferentes aos problemas da maioria?

É, a vida da muitas voltas!…Warren Buffett, um dos três homens mais ricos do mundo, dono de uma fortuna superior a 75 bilhões de dólares, mora numa casa de dois andares, de madeira. Franklin Delano Roosevelt, eleito quatro vezes presidente dos Estados Unidos, comandou a maior potência mundial em uma cadeira de rodas. Amador Aguiar, fundador do Bradesco, transitava pelas ruas de São Paulo dirigindo um fusca. O ex-presidente americano Barack Obama, o astro do basquete Michael Jordan, Pelé, o Rei do Futebol, e Neymar, o jogador mais caro da história do futebol, são de origem africana. Será que essa gente que se acha melhor que todo mundo teria preconceito em conviver com eles?